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quarta-feira, 27 de abril de 2011


Momentum é uma palavra de que gosto particularmente.

E é daquelas (poucas) para as quais não encontro, na língua portuguesa, equivalente que lhe faça jus. Ímpeto, para mim, não serve…

A palavra, de origem latina, significa força ou velocidade de movimento. Será, em termos mecânicos, a medida de quantidade que iguala o produto da massa de um determinado corpo à sua velocidade.

Em termos filosóficos, corresponderá a um “momento”. Um momento que, por qualquer razão ou motivo, se caracteriza por uma dinâmica especialmente forte.

Diria que são aquelas alturas da vida em que as coisas nos correm particularmente bem, em que os ventos sopram de feição.

Mais ou menos raras, sabem pela vida. São boas energias.

Um ser humano “normal”, tende a, nessas alturas, parar para desfrutar. Um ser humano “extraordinário” aproveita-as para fazer mais, chegar mais longe.

E aí, eventualmente, reside a explicação para diferentes níveis de sucesso…

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Há um provérbio, suponho que de origem judaica, que diz “o Homem planeia, Deus ri-se”…

Um outro, cuja origem desconheço, diz que “aquele que falha no planeamento, planeia falhar”.

A importância do planeamento é indiscutível. Ao elaborar um plano, ao reduzi-lo a escrito, definimos claramente os nossos objectivos e, esses, são a bússola do nosso cérebro.
Se sabemos para onde vamos, tomamos acção e fazemo-nos ao caminho.

Seria uma de uma inocência atroz tentar defender aqui a infalibilidade dos planos. De facto, a maior parte dos planos, por uma ou outra razão, falham.

Arriscaria mesmo dizer que, na sua maior parte, falham por não serem verdadeiros planos mas sim um resumo de boas intenções.

O que faz, então, com que passemos de uma interessante colectânea de boas intenções a um plano poderoso?

Proponho-vos 3 regras:

1. Jogar o jogo dos porquês – todo e cada um dos objectivos deve responder à questão primordial: porque é que é fundamental que atinja este objectivo? A simples definição, especificação e calendarização de um objectivo pode não ser o suficiente. No entanto, passando no crivo dos porquês, faz-nos começar imediatamente a caminhar na sua direcção.

2. Comunicação – partilhar o plano com alguém em quem confiamos é fundamental. Porque nos compromete com o plano. Ao comunicar o nosso plano, criamos vácuo. Que virá a ser preenchido com os objectivos cumpridos. Comunique e preste contas.

3. Decisão ou “de-cisão” – de que adianta traçar um plano se verdadeiramente não se decidir cumpri-lo? Esta é a razão pela qual falhamos a maior parte dos nossos objectivos. Se queremos deixar de fumar nunca o conseguiremos se não DECIDIRMOS fazê-lo. Mas não falharemos se o DECIDIRMOS. Da mesma forma, todo e qualquer plano irá falhar se não decidirmos agir em conformidade.

Planeie, é importante. Fundamental é decidir agir.

Precisa de ajudar para planear? Consiga-a aqui. Tem um plano que não funciona? Posso ajudá-lo. Comece aqui e terá de volta uma sessão de coaching gratuita e sem qualquer compromisso.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A informação sobre a Casa Frazão chegou-me há uns dias via noticiário da hora de almoço.


O que faz da Casa Frazão um caso televisivo? O facto de ser um negócio tradicional, em pela Rua Augusta em Lisboa, com quase 80 anos e ainda assim sobreviver? Não!


A verdadeira razão pela qual foi notícia foi o facto de o capital ser detido pelos funcionários, que receberam as acções por herança do fundador. Se isso me chamou especial atenção? Nem por isso.


O que me prendeu na reportagem foi o facto de um dos administradores ter afirmado que "esta empresa, sendo pequena, se comporta como uma empresa grande".


De facto, e se queremos ser grandes, teremos que nos comportar como se fossemos grandes. Quem tem filhos a entrar na idade da adolescência compreende isto tão bem...


Há muitas coisas no mundo dos negócios, que temos como exclusivo das empresas grandes: orçamentos, demonstrações de resultados previsionais, reporting, avaliação de desempenho, tableaux de bord, gestão por objectivos, indicadores-chave... Enfim! Poderia continuar indefinidamente.


Se são ferramentas úteis para as empresas de maior dimensão e se, um dia, queremos ser como elas, porque não começar já a utilizar as mesmas ferramentas? Se as empresas grandes conseguem, porque não haveriam de conseguir as pequenas?

Precisa de ajuda? Comece aqui.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Perguntar-se-ão que relevo tem isto para os negócios e para as empresas...
Também nos negócios, a verdade é fundamental para tomarmos boas decisões.
Se faltamos à verdade? A experiência diz-me que sim. Eu explico:
A maior parte das vezes, por deficit de informação qualitativamente boa. Por não conhecermos os números fundamentais dos nossos negócios, por não conhecermos a opinião dos nossos clientes. Por não ouvirmos a nossa equipa.
Outras vezes porque a verdade dói. É inconveniente, diria Al Gore. E há desculpas que soam tão bem...
Tomar boas decisões passa, desde logo, por nos apropriarmos da verdade. Tal como ela é. Boa ou má. Só a partir daí podemos mudar. Tomar decisões assentes em informação pouco rigorosa é comprar um erro novo. Pode ser diferente, mas melhor não é.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Está preparado para uma mudança de regras do jogo?

Numa altura em que tantas empresas e empresários lutam para fazer crescer os seus negócios, os vendedores de motos de 125 cc viram as suas vendas subir uns fantásticos 420% no primeiro semestre de 2010.
Mais vendedores? Nem por isso... Formação de vendas? Talvez, mas não é por aí... Investimentos em marketing? Também não creio...
O verdadeiro responsável por este crescimento foi, nada mais nada menos, uma alteração legislativa. Isso mesmo.
A chamada "lei das 125", que veio permitir a condução de motos até 125 cc por indivíduos portadores de carta de condução de veículos automóveis ligeiros - sem a necessidade de qualquer formalismo adicional - foi responsável por um autêntico milagre nas vendas.
A verdade é esta: as regras do jogo mudam. E, mudando, criam oportunidades e desafios.
Os nossos negócios estão preparados para regir rápido e tirar o máximo partido dessas oportunidades?
Que cenários conseguimos prever? Como nos adaptamos? Vale ou não vale a pena pensar nisso?
Está preparado para ver as suas vendas crescerem 420%?

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Chega ao fim um ano de desafios. Um ano que pôs à prova as nossas capacidades, as nossas forças. Para alguns terá sido, eventualmente, demasiado difícil.

Esses, muito provavelmente, culparão a “crise”, apaziguando a sua consciência.

Encontrarão, este ano por maioria de razão, nos factores externos todas as explicações para o insucesso.

A verdade, no entanto, é que a crise não os tornou incompetentes! Terá, isso sim, deixado a descoberto as fragilidades que já existiam e que vinham sendo disfarçadas pelos mercados. Enquanto os mercados ajudaram…

O ano de 2010 não nos tornará a vida mais fácil enquanto empresários. E, se o tornar, o que perdemos em estarmos preparados? Nada!

A estratégia que montarmos a contar com mercados recessivos permitir-nos-à vencer caso a conjuntura seja mais favorável.

É tempo, então, de prepararmos o ano que aí vem.

O que quer que aconteça, ao seu negócio e a si pessoalmente, em 2010?

Recordava-me há dias o meu coach, Paulo Vilhena, dos princípios básicos de gestão do destino e que aqui partilho convosco.

Princípio nº 1 – Não se começa um ano sem antes o ter terminado.

Princípio nº 2 – Não se começa um mês sem antes o ter terminado.

Princípio nº 3 – Não se começa uma semana sem antes a ter terminado.

Princípio nº 4 – Não se começa um dia sem antes o ter terminado.

Tendo presentes estes princípios, a sugestão que Vos faço é que, ao começar 2010, o terminemos.

Quero com isto dizer que devemos deixar claro – e escrito – tudo aquilo que queremos que aconteça, que queremos fazer acontecer, durante o ano de 2010.

Sabe que apenas 3% dos empresários tem os seus objectivos reduzidos a escrito?

E sabe que esses 3% são responsáveis por 90% da riqueza produzida?

É verdade: definir claramente os objectivos e reduzi-los a escrito é um grande passo no caminho do sucesso! Tem a certeza que quer deixar por dar esse passo de gigante? Tem a certeza que vale a pena correr o risco de não o fazer?

Ainda que não acredite, o que perde se tentar?

À pergunta “o que vai fazer em 2010” ouço muito frequentemente a resposta “vou dar o meu melhor”.

Tendo a responder de volta: “o melhor comparado com o quê?”.

Estou profundamente convencido, muito embora não tenha estudos que o comprovem, que a maior parte dos empresários que viram as suas empresas encerrar em 2009 dirão que “deram o seu melhor”.

Na verdade, e na actual conjuntura de mercados, o melhor não chega.

Então o que chega? Na minha opinião, chega o que estiver previsto em condições reais de mercado. Chega atingir o que estabelecer como metas. Chega conseguir aquilo a que se comprometer.

Comprometa-se consigo mesmo!

Dar o melhor não é um bom objectivo.

Um bom objectivo tem que, em primeiro lugar, ser específico. Ser feliz ou dar o melhor, ainda que nobres, são pouco específicos enquanto objectivos.

Substitua “ganhar mais dinheiro” por “ganhar ‘x’ mil euros”.

Troque “aumentar as vendas” por “aumentar as vendas em 10%”. Seja específico.

Tenha também presente que, para além de específicos, os seus objectivos devem ser mensuráveis, traduzíveis em números. Quer no ponto de partida, quer no crescimento, quer no ponto de chegada.

Para serem bons objectivos, devem ser atingíveis. Se forem excessivamente ambiciosos, corre o risco de ditar a sua própria decepção, desmotivando-se a si e à sua equipa. Se, pelo contrário, forem excessivamente conservadores não o moverão. Exigentes, sim, mas atingíveis.

Assegure-se de que os objectivos que define estão orientados para um resultado num espaço de tempo claramente definido e limitado - o que vou atingir e até quando.

Depois de traçar os seus objectivos e de os escrever, reveja-os com espírito crítico.

São suficientemente motivadores? Sente-se pessoal e profissionalmente envolvido?

Não menos importante do que definir os objectivos é ter a clara noção da sua relevância e do seu impacto nos diversos aspectos da sua vida.

Qual a importância, para si mesmo, de os atingir?

Se os objectivos que traçou lhe deixam claro o destino, perceber o impacto e a importância de os atingir faz com que avance.

Se os objectivos são o “mapa”, o porquê é o “veículo”.

Definidas as metas, clarificada a sua importância, o que tem que fazer para lá chegar?

Como numa qualquer viagem, o mapa e o veículo não são suficientes. Precisa de escolher o caminho a percorrer entre dois pontos – a partida e a chegada.

Escolha pontos intermédios por forma a que, a cada momento, fique claro para si em que fase do caminho está. Não se esqueça que o melhor caminho entre dois pontos nem sempre é uma linha recta. Nem sempre é o mais curto.

Escolha objectivos intermédios que lhe permitam monitorizar permanentemente a sua viagem.
Se, caro empresário, leu este artigo até este ponto e considera ter tudo o que precisa para avançar tenho uma notícia para si: está enganado!

Sabe para onde vai, de que forma, por que caminho.

O que falta então?

Um último, mas não menos importante, exercício.

Lanço-lhe, então, um desafio: pensar o que em si tem que mudar para atingir os objectivos. Que tipo de pessoa, de empresário, tem que ser para lá chegar.

Ou, recuperando a analogia da viagem, que tipo de condutor quer ser. O agressivo e rápido ou o sereno e seguro?

A viagem é para ser feita por si. As escolhas são suas.

Diminua a dimensão daquilo que deixa ao acaso e o sucesso será seu.

Excelentes viagens em 2010!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Todos temos as nossas máquinas do tempo. Algumas levam-nos para trás - chamamos-lhes memórias. Outras levam-nos para a frente - são os sonhos.


Jeremy Irons

Eu tendo a achar que a máquina do tempo, tal como o carro, não foi concebida para andar premanentemente em marcha-atrás.

Aliás, o Código da Estrada, no seu artº 46, estabelece que "a marcha atrás só é permitida como manobra auxiliar ou de recurso e deve efectuar-se lentamente e no menor trajecto possível".

Andar para trás na máquina do tempo leva-nos a repetir incessantemente a nossa própria história. E a probabilidade de, fazendo o que sempre fizemos, termos o que sempre tivemos é muito grande.

Que sentido faz esperar resultados diferentes a partir dos mesmos processos?

Revisitar o passado inculca em nós aquilo a que chamamos convicções limitativas. A expectativa, que se vai transformando em verdade inquestionável, de que "não vale a pena", "não funciona", "não resulta".

Quantas oportunidades de sermos bem sucedidos já teremos perdido por nos termos auto-limitado?

Os sonhos movem-nos para a frente. Elevam-nos as expectativas. Criam caminhos. Orientam a nossa bússola interior.

Se sabemos para onde queremos ir, damos os passos certos no presente.

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